RADAR NEODY / DOUTOREM SAÚDE E TECNOLOGIA
O que está mudando
na saúde?
Inteligência artificial em diagnósticos, exames, procedimentos e novos tratamentos. Acompanhe sociedades médicas, congressos e empresas do Brasil e do mundo, com fontes originais e consequências para a saúde e os negócios.
POR QUE ACOMPANHAR
Quando uma tecnologia avança, quem precisa rever a decisão?
A evolução de um sistema clínico pode mudar a rotina do médico. Uma norma altera requisitos para fornecedores. Um investimento revela onde o mercado espera crescer. Cada registro deste radar apresenta o fato, a fonte e a implicação estratégica, com evidências e limites explícitos.
Regulação, ética e proteção de dados
3 sinais
CFM usa IA para identificar indícios de infrações na publicidade médica
Em reunião com a OAB, o CFM descreveu um sistema que rastreia conteúdos em redes sociais e sinaliza possíveis violações das regras de publicidade médica, com análise humana dos alertas.
A publicação de perfis, serviços e conteúdos médicos exige processos editoriais auditáveis e verificação de conformidade antes da divulgação.
ANPD apresenta resultados de testes de IA em saúde
O terceiro relatório do sandbox regulatório acompanha, entre outras empresas, a Prevvine, que testa apoio à decisão clínica. A ANPD esclarece que os testes não representam atestado de conformidade.
Construir governança de dados, explicação do apoio oferecido, registro de evidências e revisão humana desde a concepção do produto.
CFM torna efetivas as regras de uso de IA na medicina
A Resolução CFM nº 2.454/2026 regula o uso de IA na prática médica e preserva o julgamento profissional nas decisões clínicas. O CFM orienta o registro do uso relevante de IA no prontuário.
Qualquer funcionalidade de apoio clínico deve ter finalidade, limites, responsabilidade médica e documentação claramente definidos.
Saúde digital e aplicações clínicas
2 sinais
Brasil institui Política Nacional de Informação e Saúde Digital
A Portaria GM/MS nº 12.301/2026 estrutura a saúde digital do SUS, com interoperabilidade pela RNDS, proteção de dados e fortalecimento da telessaúde.
Plataformas médicas precisarão considerar identificação, interoperabilidade, segurança e integração com jornadas de cuidado.
SUS formaliza expansão de hospitais inteligentes e UTIs conectadas
O contrato de gestão anunciado pelo Ministério da Saúde prevê rede de UTIs conectadas, monitoramento remoto e apoio à decisão clínica. A expansão de 60 para 280 leitos inteligentes é uma meta divulgada pelo governo.
Acompanhar implantação, resultados clínicos publicados, interoperabilidade e compras públicas, distinguindo metas de desempenho comprovado.
Investimentos, plataformas e mercado
2 sinais
Proadi-SUS prevê R$ 3,95 bilhões em projetos para 2027 a 2029
O Ministério da Saúde anunciou R$ 3,95 bilhões em imunidade tributária no ciclo 2027–2029, abrangendo hospitais de referência e iniciativas em saúde digital, IA e alta complexidade.
Monitorar editais, parceiros, tecnologias elegíveis e indicadores de execução. O montante anunciado ainda não equivale a despesas efetivamente realizadas.
Memed capta R$ 80 milhões para expandir IA e infraestrutura clínica
Segundo reportagem do Startups publicada em maio de 2026, a empresa captou R$ 80 milhões para engenharia, produto e ciência de dados, com planos de ampliar aplicações clínicas e integrações.
A disputa por relacionamento recorrente com médicos se aproxima de prescrições, prontuários, integração e serviços para a indústria. Observar modelos de monetização sem inferir acesso a dados de prescrição por terceiros.
ESCOPO DE PESQUISA GLOBAL
Especialidades, congressos e novas moléculas
O acompanhamento editorial contempla cardiologia, dermatologia, oftalmologia, cirurgia plástica, odontologia, endocrinologia, ortopedia, reumatologia, pediatria, psiquiatria, neurologia, angiologia, oncologia, urologia, nutrologia, gastroenterologia, doenças autoimunes e saúde mental.
Também examina aplicações de IA em exames, imagem diagnóstica, procedimentos e cirurgia, além de programas científicos de sociedades médicas e de pesquisa farmacêutica. Avanços no desenho molecular, testes pré-clínicos, ensaios em humanos e registros sanitários têm estágios de evidência distintos.
As fontes são revisadas por rodada de pesquisa; o cadastro de instituições não representa detecção em tempo real nem cobertura integral de todas as publicações.
OLHAR ESTRATÉGICO
Perguntas para acompanhar os próximos movimentos
- Quais aplicações publicaram evidências clínicas independentes, em quais populações e com quais limites?
- Quem controla os dados e a relação contínua com o médico e o paciente?
- Quais produtos resolvem problemas recorrentes de descoberta, acesso, atendimento e gestão?
- Quais mudanças regulatórias exigem revisão de produto, privacidade e comunicação médica?

