O Google liberou o Gemini Omni 1.2 Flash na API em 5 de novembro. A nova versão amplia a geração de vídeo para até 15 segundos, mantém a edição por conversa e reduz a tarifa de saída. Para quem já usa a versão 1.1, há uma data para planejar: o redirecionamento automático começa em 3 de dezembro.
Para uma equipe que produz peças curtas, a decisão envolve duração, quantidade de tentativas e revisão. Um preço menor por token pode reduzir uma parte da conta; o custo de uma peça aprovada depende também do trabalho até chegar ao resultado.
O que muda nos vídeos?
A ficha oficial identifica gemini-omni-1.2-flash como versão estável, com saída de vídeo e áudio nativo. A duração de geração passa de três a dez segundos na versão 1.1 para três a 15 segundos na 1.2.
O modelo aceita até seis imagens de referência. Segundo o Google, a atualização melhora a preservação de personagens e objetos entre cenas. Essa é uma alegação do fabricante, que a equipe deve conferir com seus próprios materiais.
O guia de uso mantém condições diferentes para cada operação. A interpolação entre o primeiro e o último quadro aceita de três a dez segundos. A extensão acrescenta de três a dez segundos por rodada, até 30 segundos no total. Vídeos de 11 a 15 segundos admitem apenas uma referência de vídeo, de até três segundos.
Como exemplo de aplicação, uma agência pode experimentar variações de uma apresentação de produto usando imagens autorizadas como referência. A revisão precisa conferir embalagem, texto, movimentos e áudio antes de aprovar a peça.
Quanto custa o Gemini Omni 1.2 Flash?
A tabela de preços informa as seguintes tarifas Standard, em dólares por milhão de tokens:
| Consumo | Omni 1.1 Flash | Omni 1.2 Flash |
|---|---|---|
| Entrada de texto, imagem ou vídeo | US$ 1,50 | US$ 1,50 |
| Saída de texto, incluindo raciocínio | US$ 9 | US$ 9 |
| Saída de vídeo | US$ 17,50 | US$ 12 |
A redução se concentra na saída de vídeo. Na documentação, um segundo de vídeo em 720p corresponde a 5.792 tokens de saída. Resoluções diferentes têm consumos diferentes.
Cálculo NEODY, com premissas explícitas: 100 gerações de dez segundos em 720p, com uma saída por pedido, somam 5.792.000 tokens de vídeo. Aplicando as tarifas consultadas em 5 de novembro, a saída custaria US$ 69,50 na versão 1.2, ante US$ 101,36 na 1.1.
É uma simulação de cobrança a partir da tabela oficial, não um teste de produção. Ela exclui tokens de entrada, eventuais saídas de texto, novas tentativas, revisão, impostos e conversão cambial. Um orçamento de campanha precisa acrescentar esses itens. A conta da IA nas empresas vai além da primeira geração.
Quem tem acesso e quais são os limites?
O lançamento é de disponibilidade geral na faixa paga da Gemini API, sem faixa gratuita para esse modelo. O Brasil aparece na lista de regiões atendidas. O acesso depende das condições do projeto e da conta.
Os limites publicados são de oito pedidos por minuto e 40 por dia no Tier 1; 16 por minuto e 200 por dia no Tier 2; 40 por minuto e 2.000 por dia no Tier 3. O Google orienta consultar os limites ativos no AI Studio e informa que a capacidade efetiva pode variar.
O que fazer antes da migração de 3 de dezembro?
A versão 1.1 permanece disponível durante a transição. A partir de 3 de dezembro de 2026, os pedidos a gemini-omni-1.1-flash serão encaminhados à versão 1.2 e cobrados pelas novas tarifas, segundo o Google.
Quem já tem uma integração pode testar os mesmos pedidos nas duas versões antes da mudança. Um critério útil é registrar gasto e número de tentativas por vídeo aprovado, junto das falhas que exigiram intervenção. Assim, a tarifa menor entra na decisão com o custo real do fluxo.
Fotografia: fachada do Googleplex, em registro de 27 de julho de 2016. Crédito: The Pancake of Heaven! / Wikimedia Commons, sob CC BY-SA 4.0. Versão redimensionada e comprimida pela NEODY, mantida sob a mesma licença.




